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Saber a melhor forma de educar os filhotes exige muita reflexão, paciência e responsabilidade. É, em suma, um desafio para toda a família. De um lado, precisamos exercer a nossa autoridade e aplicar as devidas punições aos momentos mais desobedientes dos pequenos. Por outro lado, queremos ser calmos, passar o ensinamento da forma mais funcional e compreender a autonomia das crianças. Como conseguir esse equilíbrio? Queremos apresentar a Educação Positiva.
A disciplina positiva aplica a educação de uma forma integral, que pensa no afeto, compreensão, respeito e as formas mais saudáveis do crescimento.
A Educação Positiva compreende os limites como benéficos, despertadores da resiliência, autocontrole e auxílio na hora da criança aprender a lidar com os problemas da vida. A ideia é baseada nos livros da Dra. Jane Nelsen e diversos coautores, como Lynn Lott e Cheryl Erwin. Jane Nelsen trabalha habilidades sociais e de vida para crianças, adolescentes e adultos, em um auxílio que servirá para todo o convívio em sociedade.
Nós já conversamos sobre a Pedagogia Afetiva, uma das bases do nosso ensino, que trata da equivalência entre as construções cognitivas e afetivas do ser humano, de onde frutificam a obediência, o carinho e as reações, posteriormente explorados na adolescência.
Compreendendo a importância das relações sociais, a Educação Positiva enfatiza o otimismo e principalmente o equilíbrio entre o autoritário e o complacente, ou seja, o estabelecimento de regras sólidas sem desrespeito ou chantagens que afetem a integridade da criança.
Diferentemente da educação tradicional, a positiva entende que castigos desmotivados, causados por raiva, não são frutíferos para o crescimento. É uma educação que age dentro da esfera socioal e emocional enquanto melhora o desempenho escolar, o convívio e o aspecto cognitivo.
“De onde tirámos a ideia louca de que para conseguirmos que uma criança seja boa, primeiro devemos fazê-la sentir-se mal?” é o questionamento norte americana Jane Nelson em suas obras sobre a Disciplina Positiva. A atitude de disseminar medo e criar sentimentos de humilhação nos pequenos em troca de uma ideia de autoridade é algo que marcará o crescimento da criança de maneira negativa.
O medo pode gerar comportamento antissocial no futuro, criando jovens mais suscetíveis ao abuso de substâncias, ensinando a violência, prejudicando vínculos entre pais e filhos e danificando as convivências futuras em sociedade.
Seja sensível às emoções dos filhotes, compreendendo que elas também são causadas por hormônios e crescimentos. As crianças são seres individuais com um mundo mental em construção, necessitando de respeito e espaço para uma vida saudável.
Manter esse equilíbrio com certeza aniquilará aquele sentimento que temos após uma discussão com nossos filhos, onde paramos para refletir sobre as nossas palavras e nos perguntamos se a educação está sendo eficaz. O conceito, a moral e o nosso ensinamento precisam ser passados de forma que a criança compreenda.
Lembre-se, entretanto, que isso não significa permissividade. A Educação Positiva acredita nos limites e regras. É interessante explicar ao pequeno os motivos de cada uma, pois eles se sentirão incluídos e mais facilmente seguirão as propostas dos pais. É um ciclo construtivo para toda a família, resolvendo problemas em conjunto e tranquilamente.
Quando explicamos de forma amável e firme, pensamos no bem-estar do nosso filho e até mesmo do nosso próprio: ficamos mais conscientes das nossas próprias emoções e de como controlá-las, da medida do nosso tom de voz e das nossas expressões, sendo mais claros no valor que queremos transmitir.
Converse com o seu filho antes de intervir, propiciando um ambiente de compreensão e afeto. Seja firme, explicando a ação cometida, mas não atingindo a pessoa da criança (“você é um menino mau” não é uma boa forma de ensinar). Lembre-se de elogiar e incentivar quando a criança age em consonância com o ensino, jamais modificando a decisão apenas por causa de uma birra.
Deixe que o pequeno explore e, sob a sua supervisão, compreenda por si mesmo as consequências de suas próprias ações. É claro, isso dependerá da situação e da idade do filhote. Muitas vezes, quando adolescentes, aconselhá-los e mostrar que, no fim, abrir-se com os pais e escutar suas experiências é uma ótima alternativa para saber como lidar com os problemas. O ganho da confiança parental é um trunfo!
Uma comunicação não violenta entre pais e filhos, educando com firmeza, tranquilidade e ternura, é a base da Disciplina Positiva. Contem sempre com a nossa Instituição, queremos ser um elo para apoio constante entre as nossas crianças e as famílias!
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